Solução especializada para o setor alimentar, com gestão inteligente de perecíveis, controlo de qualidade, otimização para alto volume e fornecimento ao retalho.
O setor da alimentação e bebidas apresenta desafios únicos de gestão logística.
Produtos com vida útil curta exigem rotação rigorosa FIFO/FEFO
Garantia de qualidade e segurança alimentar durante todo o processo logístico
Entregas urgentes, múltiplas temperaturas e sazonalidade
Grandes volumes, picos sazonais e pressão de tempo constante
Um WMS genérico trata a validade como um campo informativo e o lote como um texto livre. Num armazém de alimentação e bebidas, essas duas coisas decidem o que sai, o que fica retido e o que é possível provar numa auditoria. Estas são as quatro áreas onde a diferença aparece todos os dias.
A maioria dos sistemas ordena a lista de picking por validade e espera que o operador siga a sugestão. Quando a palete certa está no fundo do corredor e há pressão de cut-off, a sugestão perde. Impor FEFO significa que o terminal só aceita a leitura do lote que o sistema indicou: se o operador ler outro, tem de justificar o desvio e essa justificação fica registada com utilizador, hora e motivo. O resultado prático não é disciplina, é ter uma explicação para cada exceção quando o cliente reclama que recebeu uma validade mais curta do que a que estava em stock.
Quase todos os contratos de retalho exigem uma percentagem mínima de vida útil restante à chegada (por exemplo, dois terços). Se essa regra vive numa folha de Excel do comprador, o armazém aceita paletes que mais tarde não consegue expedir. No WMS a regra é do artigo e do fornecedor: à leitura da validade na receção, o sistema calcula os dias restantes, compara com o mínimo definido e bloqueia ou coloca em quarentena a linha que não cumpre, antes de a mercadoria ser arrumada. A decisão de aceitar com desvio passa a ser consciente e registada, em vez de descoberta três semanas depois.
A obrigação legal na cadeia alimentar é conseguir dizer de quem se recebeu cada lote e a quem foi entregue. Isso só funciona se o lote for capturado no momento da receção, mantido através da arrumação, reposição, picking e paletização, e ficar ligado à guia de expedição e ao cliente. O sistema mantém essa cadeia sem trabalho extra: cada movimento de stock guarda lote, validade, localização, operador e documento de origem, e a consulta de um lote devolve as receções de entrada e as expedições de saída sem reconstrução manual.
Congelados, refrigerados e ambiente não são apenas corredores diferentes, são regras diferentes. As localizações têm zona de temperatura, os artigos têm a zona onde podem ficar, e o sistema recusa uma arrumação que coloque um refrigerado numa localização ambiente. No picking, as ordens podem ser separadas por zona para que o operador não atravesse a câmara com produto ambiente na palete, e o tempo de exposição fora de zona fica visível em vez de invisível.
As diferenças que mais pesam quando se avalia um sistema para um armazém de alimentação e bebidas.
| Área | WMS genérico | WMS preparado para alimentar |
|---|---|---|
| Gestão de validade | Data guardada como atributo do artigo; ordenação por validade é uma sugestão na lista de picking. | Validade ao nível do lote e da localização, FEFO imposto na leitura, com desvio justificado e registado. |
| Rastreabilidade de lote | Campo de texto no documento; reconstruir o percurso obriga a cruzar exportações. | Lote propagado da receção à expedição; consulta um-para-trás e um-para-a-frente a partir de qualquer movimento. |
| Regras de aceitação na receção | Aceita o que chega; a verificação de vida útil é feita a olho ou fora do sistema. | Vida útil mínima por artigo e fornecedor; linhas fora da regra bloqueadas ou em quarentena antes da arrumação. |
| Execução de recolha (recall) | Pesquisa manual de documentos para descobrir onde foi parar o lote. | Identificação imediata de paletes em stock e de guias já expedidas, com bloqueio do stock afetado num passo. |
| Zonas de temperatura | Localizações são todas iguais; a separação depende do conhecimento do operador. | Zona por localização e por artigo, arrumação recusada fora de zona e picking separável por temperatura. |
| Segregação de alergénios | Sem noção de incompatibilidade entre artigos; depende do layout físico. | Regras de armazenamento por família de produto para evitar colocações incompatíveis e sequenciar tarefas. |
| Peso variável (catch weight) | Uma unidade é uma unidade; o peso real fica fora do sistema. | Quantidade em unidades e em peso real por lote, com o peso expedido disponível para conferência e faturação. |
Uma recolha não se testa no dia em que acontece. O que decide o resultado é a qualidade dos dados que foram capturados semanas antes.
O primeiro passo é saber onde está o lote agora: que paletes, em que localizações, em que armazéns, incluindo o que já foi transferido entre localizações ou usado em kitting. Com o lote associado a cada movimento, essa lista sai do sistema em vez de ser construída a partir da memória do chefe de armazém.
A seguir é preciso saber para onde já foi. A ligação entre lote, linha de expedição, guia e cliente permite listar cada entrega afetada e contactar apenas quem recebeu mercadoria em causa, com quantidades e datas concretas, em vez de avisar toda a carteira por precaução.
Os simulacros de recolha falham quase sempre pela mesma razão: o lote foi anotado em papel na receção e só depois transcrito, ou foi registado ao nível da encomenda em vez do nível da palete. Quando isso acontece, é impossível dizer qual das paletes de um artigo foi para que cliente, e a recolha alarga-se a stock que não estava afetado.
A validade não é só um tema de qualidade. Cada dia que um lote passa em armazém muda o que é possível fazer com ele e a que preço.
Quando um lote entra na janela em que já não cumpre a vida útil mínima dos contratos de retalho, deixa de ser stock normal e passa a ser uma decisão: canal alternativo, desconto, ou quebra. O que importa é ver essa lista com antecedência, por artigo e por dias restantes, e não descobri-la quando a ordem falha na expedição.
Um produto com data-limite de consumo não pode ser expedido depois dessa data. Um produto com consumo preferencial perde qualidade mas continua legalmente vendável em alguns canais. Tratar os dois com a mesma regra rígida gera desperdício; tratá-los com a mesma regra permissiva gera risco. O sistema distingue os dois comportamentos por artigo, e o bloqueio automático aplica-se onde tem de aplicar-se.
Aceitar uma palete com vida útil insuficiente parece resolver o dia: a carga é descarregada, o fornecedor não reclama, e a doca fica livre. A conta chega mais tarde, quando esse stock não pode ser expedido para o cliente que exige dois terços de vida útil e tem de sair por um canal com margem menor, ou não sair de todo. Reclamar no momento da receção, com o registo do sistema como prova, é a única altura em que o custo ainda é do fornecedor.
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Rotas otimizadas que respeitam as diferentes zonas de stock e maximizam a eficiência.
Inteligência artificial que prevê picos de procura e otimiza automaticamente os recursos.
Detalhe funcional das capacidades mais usadas num armazém de alimentação e bebidas.
Lotes, validades e contagens sem parar o armazém.
Estratégias de recolha por zona e por onda.
Quebras, rotação e ocupação por zona de temperatura.
Planos por utilizador e o que inclui cada um.
O que é e como difere do FIFO na prática.
Rastreabilidade de lote do fornecedor ao cliente.
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